Olah ^^
Estava hoje vendo meus "acessos diários", aqueles sites que visito todos os dias, quando num deles me deparei com a seguinte frase:
"Há momentos, e você chega a esses momentos, em que de repente o tempo pára e acontece a eternidade." (Fiódor Dostoiévski)
Gostei muito da frase e acabei colocando essa frase no msn. Achei ela aquele tipo de frase que sempre nos faz pensar... e bem estou bem propícia para pensar hoje (não é à toa que eu finalmente resolvi voltar aqui xD) e bem nostálgica (ouvir pink floyd dá nisso)
Até que agora mesmo um amigo veio me perguntar sobre ela... perguntando se a eternidade estava ligada a coisas que esperamos que aconteçam daqui muito tempo e de repente elas ocorrem... vou uma visão bem diferente do que a que eu tinha sobre a frase... talvez isso seja porque ele está com objetivos de vida muito mais definidos que os meus e espera há muito tempo por algo que não vem e eu estou totalmente perdida nos meus próprios pensamentos e sentimentos.
Queria apenas deixar uma reflexão aqui para vocês. Essa reflexão é sobre o que eu interpretei da frase...
Todos nós temos uma coleção daqueles momentos que fazem a vida valer a pena, aqueles nos quais nós deixamos de respirar, que ficam pra sempre gravados em nossas memórias, que não importa quanto tempo se passe somos capazes de lembrá-los em detalhe...
Eu tenho algumas lembranças de infância, como as tardes que eu passava com os meus primos fazendo teatro de fantoche, jogando video-game, vôlei... lembrança das páscoas nas quais minha mãe fazia ovos caseiros pra todo mundo... de dar milho para as pombinhas no quintal, de brincar na areia...
Lembrança das primeiras amizades, das tardes no shopping, das coisas engraçadas que acontecem, de cada uma das minhas paixões, das viagens da escola...
Da primeira festa de quinze anos, da minha festa de quinze anos, de todas as lágrimas que eu derramei para mudar de escola, de todos os medos que tomaram conta de mim naquele momento, de todos os que foram irracionais e daqueles que se concretizaram... a formatura, a noite escolhida para ser perfeita... o frio na barriga antes de cada apresentação, o prazer no suor de cada ensaio...
Lembro daquele misto de alegria e medo de passar no vestibular, dos primeiros dias da faculdade, da dor de estar longe dos amigos, das despedidas...
Lembranças que são muito minhas, e fazem de mim quem sou. Lembranças boa e lembranças ruins, mas minhas lembranças.
Momentos cuja duração são insignificantes perto de sua importância. Momentos tão especiais que se eternizaram em mim... momentos nos quais o tempo parou e a eternidade aconteceu...
E a sua eternidade? É composta pelo o que?
27 de mai. de 2010
21 de abr. de 2010
Solidão
Olah ^^"
Ontem eu estava lendo um texto que falava sobre solidão. Como nos tornamos cada vez mais solitários apesar de termos todas as facilidades para estarmos em contato com outras pessoas porque confundimos amor próprio com egoísmo.
A leitura acabou me levando a pensar em outras coisas. Em como é preciso que estejamos sozinhos, ajudado, é claro, por um dia ruim associado ao fato de não se ter mais privacidade quando se divide um apartamento de três cômodos com outra pessoa.
Em geral vemos como felizes aquelas pessoas que estão sempre rodeadas de outras pessoas. Sempre têm uma festa pra ir, um encontro com os amigos, um convite para sair, algo para fazer com outras pessoas. Temos exatamente em nossas mentes aquelas fotos tiradas para se colocar no orkut, nas quais temos várias pessoas sorrindo, fazendo coisas muitas vezes sem noção, mas sempre com cara de diversão, de felicidade.
Existem pessoas que tornam suas vidas verdadeiras seqüências dessas fotos. Cada dia um barzinho diferente com um grupo diferente de amigos, cada fim de semana uma festa nova. Você nunca as encontra sozinhas, elas sempre possuem planos de algo para fazer com alguém, onde quer que estejam estão acompanhadas. Temos a impressão de que estas pessoas são felizes porque são amadas por muitas pessoas. Mas dificilmente paramos para pensar que estas pessoas estão fugindo de um encontro inadiável consigo mesmas.
Olhar para o espelho é uma das tarefas mais difíceis que um ser humano tem que enfrentar. Olhar para o fundo de sua alma, desarmado, enfrentar todos os seus verdadeiros medos, tudo o que faz e que tem vergonha, mas que lhe é incontrolável. Aceitar-se independentemente dos outros aceitarem ou não, aprender que você não é perfeito, por mais que tente, por mais que queira, nem sempre conseguirá se controlar.
As pessoas buscam nos outros uma distração de si mesmas, daquilo que as incomoda, adiam o momento no qual finalmente terão de enfrenta-se, confrontar tudo o que fazem e porque o fazem. Distrair-se é um processo viciante, porque traz uma paz relativa para nossos corações, ninguém gosta de sofrer, de viver verdadeiramente seus lutos pessoais. Quando falo de lutos, não estou me referindo exatamente à morte de quem amamos. Podemos estar de luto por uma prova para qual estudamos e não conseguimos a nota que queríamos, luto por ter perdido um brinco ou uma caneta da qual gostávamos, por querer fazer algo e não poder, por estar longe de alguém, o luto está presente em todas essas situações.
Quando algo ruim acontece conosco é inevitável que mais hora menos hora vamos ouvir alguém dizendo que devemos nos alegrar e não ficar chorando pelo que aconteceu. Este conselho vem do medo que as pessoas têm da tristeza, muitas vezes fugindo dela como se fosse quase um crime estar triste. Estas pessoas perdem a oportunidade de viverem seu luto, chorarem suas lágrimas, entrar em contato com o que há de mais verdadeiro dentro delas, e aqui abro um parênteses para citar uma frase que uma amiga minha costumava usar a muito tempo, e da qual eu gosto muito:
"Se um dia te oferecerem um sorriso, uma lágrima e um beijo escolha a lágrima. O sorriso pode ser falso, o beijo sem amor, mas por mais triste que seja, a lágrima será verdadeira"
Bom, a frase pode não ser exatamente assim, porque faz um bom tempo que eu não vejo ela escrita, mas o sentido é o mesmo. Sei que nem sempre as lágrimas alheias são verdadeiras, mas é muito mais simples sorrir sem estar realmente feliz, ou dar um beijo sem verdadeiramente amar, do que chorar. A tristeza é algo muito forte e intrínseco ao ser humano, e muito mais difícil de ser mimetizado.
Muitas pessoas se cercam 24 horas de outras, ou de coisas para fazer, mantendo-se sempre ocupadas, como forma de evitar vivenciar seus lutos, ter suas tristezas, prolongando muito mais o sofrimento que tem, pois não viver esse sofrimento sempre o faz surgir nas pequenas coisas, e acabamos vivendo-o por muito mais tempo.
Não se prive jamais de bons momentos com os amigos, com aqueles que você ama, de dar um sorriso sincero, não se entregue a tristeza e à solidão, porém não a evite demasiado, ao fugir demais dela, estará fugindo de uma parte muito importante de você.
Ontem eu estava lendo um texto que falava sobre solidão. Como nos tornamos cada vez mais solitários apesar de termos todas as facilidades para estarmos em contato com outras pessoas porque confundimos amor próprio com egoísmo.
A leitura acabou me levando a pensar em outras coisas. Em como é preciso que estejamos sozinhos, ajudado, é claro, por um dia ruim associado ao fato de não se ter mais privacidade quando se divide um apartamento de três cômodos com outra pessoa.
Em geral vemos como felizes aquelas pessoas que estão sempre rodeadas de outras pessoas. Sempre têm uma festa pra ir, um encontro com os amigos, um convite para sair, algo para fazer com outras pessoas. Temos exatamente em nossas mentes aquelas fotos tiradas para se colocar no orkut, nas quais temos várias pessoas sorrindo, fazendo coisas muitas vezes sem noção, mas sempre com cara de diversão, de felicidade.
Existem pessoas que tornam suas vidas verdadeiras seqüências dessas fotos. Cada dia um barzinho diferente com um grupo diferente de amigos, cada fim de semana uma festa nova. Você nunca as encontra sozinhas, elas sempre possuem planos de algo para fazer com alguém, onde quer que estejam estão acompanhadas. Temos a impressão de que estas pessoas são felizes porque são amadas por muitas pessoas. Mas dificilmente paramos para pensar que estas pessoas estão fugindo de um encontro inadiável consigo mesmas.
Olhar para o espelho é uma das tarefas mais difíceis que um ser humano tem que enfrentar. Olhar para o fundo de sua alma, desarmado, enfrentar todos os seus verdadeiros medos, tudo o que faz e que tem vergonha, mas que lhe é incontrolável. Aceitar-se independentemente dos outros aceitarem ou não, aprender que você não é perfeito, por mais que tente, por mais que queira, nem sempre conseguirá se controlar.
As pessoas buscam nos outros uma distração de si mesmas, daquilo que as incomoda, adiam o momento no qual finalmente terão de enfrenta-se, confrontar tudo o que fazem e porque o fazem. Distrair-se é um processo viciante, porque traz uma paz relativa para nossos corações, ninguém gosta de sofrer, de viver verdadeiramente seus lutos pessoais. Quando falo de lutos, não estou me referindo exatamente à morte de quem amamos. Podemos estar de luto por uma prova para qual estudamos e não conseguimos a nota que queríamos, luto por ter perdido um brinco ou uma caneta da qual gostávamos, por querer fazer algo e não poder, por estar longe de alguém, o luto está presente em todas essas situações.
Quando algo ruim acontece conosco é inevitável que mais hora menos hora vamos ouvir alguém dizendo que devemos nos alegrar e não ficar chorando pelo que aconteceu. Este conselho vem do medo que as pessoas têm da tristeza, muitas vezes fugindo dela como se fosse quase um crime estar triste. Estas pessoas perdem a oportunidade de viverem seu luto, chorarem suas lágrimas, entrar em contato com o que há de mais verdadeiro dentro delas, e aqui abro um parênteses para citar uma frase que uma amiga minha costumava usar a muito tempo, e da qual eu gosto muito:
"Se um dia te oferecerem um sorriso, uma lágrima e um beijo escolha a lágrima. O sorriso pode ser falso, o beijo sem amor, mas por mais triste que seja, a lágrima será verdadeira"
Bom, a frase pode não ser exatamente assim, porque faz um bom tempo que eu não vejo ela escrita, mas o sentido é o mesmo. Sei que nem sempre as lágrimas alheias são verdadeiras, mas é muito mais simples sorrir sem estar realmente feliz, ou dar um beijo sem verdadeiramente amar, do que chorar. A tristeza é algo muito forte e intrínseco ao ser humano, e muito mais difícil de ser mimetizado.
Muitas pessoas se cercam 24 horas de outras, ou de coisas para fazer, mantendo-se sempre ocupadas, como forma de evitar vivenciar seus lutos, ter suas tristezas, prolongando muito mais o sofrimento que tem, pois não viver esse sofrimento sempre o faz surgir nas pequenas coisas, e acabamos vivendo-o por muito mais tempo.
Não se prive jamais de bons momentos com os amigos, com aqueles que você ama, de dar um sorriso sincero, não se entregue a tristeza e à solidão, porém não a evite demasiado, ao fugir demais dela, estará fugindo de uma parte muito importante de você.
Violência
Olah ^^
Bom para começar os posts eu escolhi este texto, que eu fiz na época do cursinho de redação. Foi para treinar uma narrativa, o tema era violência. Não, não é aquele tipo de texto que fala de super lotação de presídios, drogas, tráfico, corrupção e afins. Ele trata de uma violência silenciosa, que acontece bastante e quase ninguém vê. Gosto bastante dele e espero que vocês também gostem.
Sentia-se um inseto. Trancado naquele quarto escuro, empoeirado, sozinho, condenado a esperar as horas passarem sentado na cama. O velho álbum de fotografias apoiado nas pernas lembrava-o do passado. Passado no qual viajara com a esposa, brincara com o filho, fora seu herói, seu super-homem.
Aquele retrato, dos três sentados sob um guarda-sol em cadeiras de plástico na praia, não mostrava as duas noites que passara em claro, uma tentando acalmar o filho que, por ser a primeira viagem, não conseguia adormecer e outra com o menino nos braços, febril, porque o desobedecera e tomara muito sol. Como ele amava o “pestinha”.
O porta-retrato sobre o criado-mudo com o filho sorrindo e mostrando orgulhoso medalha ganhada no futebol, retrato que desde que fora tirado acompanhava o pai no trabalho. Somente ele sabia que atrás daquele sorriso escondiam-se noites mal dormidas pela ansiedade das partidas e todas as lágrimas copiosamente derramadas após cada derrota. O sorriso. O sorriso do menino do retrato. Como este havia mudado.
A passagem do tempo estava marcada em cada traço daquele rosto velho. O processo de deterioração do físico havia acelerado após a morte da esposa. De certa forma refletia a dilaceração de seus sentimentos.
Logo após a morte da mulher viera morar com o filho e a nora. Segundo o filho era para não ficar sozinho. Sabia, no entanto, que fora tirado às pressas de sua casa e jogado naquele quarto mal iluminado porque o comprador da casa queria mudar-se o mais rápido possível.
Desde que ali chegara tinha por companhia apenas os álbuns de fotografia e alguns velhos livros. Durante o dia a casa ficava sob os cuidados da empregada já que o filho e a nora trabalhavam. No dia em que se mudara a empregada tratou logo de avisar que não era paga para cuidar de velhotes gagás.
Certo dia a moça decidiu que a presença dele na sala atrapalhava-a na limpeza e perguntou ao patrão se poderia trancá-lo no quarto para evitar que ele sujasse onde ela já havia limpado. Como se estivesse apenas escolhendo a carne do almoço, ele disse que não havia prolemas desde que o soltasse para ir ao banheiro. Simplesmente não pôde acreditar que o seu “guri” dera aquela resposta, muito menos com tanta casualidade na voz.
Desde que passara a ficar trancafiado começou a ler os poucos livros empoeirados esquecidos em seu quarto. Era como ter amigos fiéis. Gostava, principalmente, de Gregor. Algo no sofrimento do rapaz fazia-o identificar-se.
Na calada da noite ouviu o barulho de carro estacionando em frente a casa. Escutou alguém destrancando a porta da frente. Quem entrava já era aguardado. Vozes na sala. Minutos depois a porta de seu quarto era escancarada. Com o susto, derrubara o porta-retrato, que se estilhaçou no chão. Dois homens fortes, vestidos de branco entraram e o agarraram a força. O último vislumbre do cárcere foi a foto do futebol, desfigurada pelo vidro quebrado.
O filho aguardava os homens ao lado da porta aberta. Evitou o olhar do pai enquanto este era levado para a ambulância. Quando as portas foram fechadas, ele se sentou no banquinho, tendo a certeza de que nunca mais veria seu menino.
Sentiu-se atingido pela maçã do envelhecimento. Talvez ela apodrecesse depressa e sua morte fosse menos sofrida que a do amigo Gregor Sansa. Este, aliás, ficara sobre o criado-mudo.
PS: O texto faz algumas referências ao livro A Metamorfose de Franz Kafka, que conta a historia de Gregor Sansa. Quem quiser saber mais
http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Metamorfose
o/
Bom para começar os posts eu escolhi este texto, que eu fiz na época do cursinho de redação. Foi para treinar uma narrativa, o tema era violência. Não, não é aquele tipo de texto que fala de super lotação de presídios, drogas, tráfico, corrupção e afins. Ele trata de uma violência silenciosa, que acontece bastante e quase ninguém vê. Gosto bastante dele e espero que vocês também gostem.
Sentia-se um inseto. Trancado naquele quarto escuro, empoeirado, sozinho, condenado a esperar as horas passarem sentado na cama. O velho álbum de fotografias apoiado nas pernas lembrava-o do passado. Passado no qual viajara com a esposa, brincara com o filho, fora seu herói, seu super-homem.
Aquele retrato, dos três sentados sob um guarda-sol em cadeiras de plástico na praia, não mostrava as duas noites que passara em claro, uma tentando acalmar o filho que, por ser a primeira viagem, não conseguia adormecer e outra com o menino nos braços, febril, porque o desobedecera e tomara muito sol. Como ele amava o “pestinha”.
O porta-retrato sobre o criado-mudo com o filho sorrindo e mostrando orgulhoso medalha ganhada no futebol, retrato que desde que fora tirado acompanhava o pai no trabalho. Somente ele sabia que atrás daquele sorriso escondiam-se noites mal dormidas pela ansiedade das partidas e todas as lágrimas copiosamente derramadas após cada derrota. O sorriso. O sorriso do menino do retrato. Como este havia mudado.
A passagem do tempo estava marcada em cada traço daquele rosto velho. O processo de deterioração do físico havia acelerado após a morte da esposa. De certa forma refletia a dilaceração de seus sentimentos.
Logo após a morte da mulher viera morar com o filho e a nora. Segundo o filho era para não ficar sozinho. Sabia, no entanto, que fora tirado às pressas de sua casa e jogado naquele quarto mal iluminado porque o comprador da casa queria mudar-se o mais rápido possível.
Desde que ali chegara tinha por companhia apenas os álbuns de fotografia e alguns velhos livros. Durante o dia a casa ficava sob os cuidados da empregada já que o filho e a nora trabalhavam. No dia em que se mudara a empregada tratou logo de avisar que não era paga para cuidar de velhotes gagás.
Certo dia a moça decidiu que a presença dele na sala atrapalhava-a na limpeza e perguntou ao patrão se poderia trancá-lo no quarto para evitar que ele sujasse onde ela já havia limpado. Como se estivesse apenas escolhendo a carne do almoço, ele disse que não havia prolemas desde que o soltasse para ir ao banheiro. Simplesmente não pôde acreditar que o seu “guri” dera aquela resposta, muito menos com tanta casualidade na voz.
Desde que passara a ficar trancafiado começou a ler os poucos livros empoeirados esquecidos em seu quarto. Era como ter amigos fiéis. Gostava, principalmente, de Gregor. Algo no sofrimento do rapaz fazia-o identificar-se.
Na calada da noite ouviu o barulho de carro estacionando em frente a casa. Escutou alguém destrancando a porta da frente. Quem entrava já era aguardado. Vozes na sala. Minutos depois a porta de seu quarto era escancarada. Com o susto, derrubara o porta-retrato, que se estilhaçou no chão. Dois homens fortes, vestidos de branco entraram e o agarraram a força. O último vislumbre do cárcere foi a foto do futebol, desfigurada pelo vidro quebrado.
O filho aguardava os homens ao lado da porta aberta. Evitou o olhar do pai enquanto este era levado para a ambulância. Quando as portas foram fechadas, ele se sentou no banquinho, tendo a certeza de que nunca mais veria seu menino.
Sentiu-se atingido pela maçã do envelhecimento. Talvez ela apodrecesse depressa e sua morte fosse menos sofrida que a do amigo Gregor Sansa. Este, aliás, ficara sobre o criado-mudo.
PS: O texto faz algumas referências ao livro A Metamorfose de Franz Kafka, que conta a historia de Gregor Sansa. Quem quiser saber mais
http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Metamorfose
o/
Começo, de novo.
Olah ^^
Primeiro post, apresentações.
Mais um desocupado neste mundo que nas horas vagas (principalmente nas piores) resolve escrever algo e fazer um blog pra postar isso e entreter outros desocupados que vagam pela internet.
Sim meu português é horrível, os assuntos provavelmente repetitivos, estranhos e sem nexo nenhum. Provavelmente você não gostará deles.
Gosto de escrever sobre aquelas "pequenas" coisas que vivemos todos os dias, mas que em geral só paramos para pensar de verdade sobre nas famosas quartas-feiras chuvosas nas quais a melancolia, o saudosismo e a nostalgia nos fazem a melhor companhia.
Adoro reparar nas pessoas, ajudá-las, ouvi-las. O comportamento humano é algo que sempre me intrigou e fascinou. Toda e qualquer palavra aqui é baseada pura e simplesmente em considerações pessoais, experiências de vida, confidencias...
Não prometo postar toda semana nem nada... as vezes serão coisas novas, as vezes textos que eu escrevi há muito tempo... as vezes coisas roubadas dos meus amigos, as vezes serão coisas engraças, "causos", as vezes poemas, as vezes coisas serias, as vezes coisas tristes, as vezes coisas de auto-ajuda... enfim será bem o que me der vontade...
Enfim... espero que alguém tire algo de produtivo daqui, se não tirar, valeu pelo desabafo do momento, pela palavra escrita, pela vivência, pela oportunidade, por me permitir compartilhar um pouco do que penso.
Mais uma coisa que provavelmente não irá pra frente. Como tantos outros blogs que eu já tentei criar...
o/
Primeiro post, apresentações.
Mais um desocupado neste mundo que nas horas vagas (principalmente nas piores) resolve escrever algo e fazer um blog pra postar isso e entreter outros desocupados que vagam pela internet.
Sim meu português é horrível, os assuntos provavelmente repetitivos, estranhos e sem nexo nenhum. Provavelmente você não gostará deles.
Gosto de escrever sobre aquelas "pequenas" coisas que vivemos todos os dias, mas que em geral só paramos para pensar de verdade sobre nas famosas quartas-feiras chuvosas nas quais a melancolia, o saudosismo e a nostalgia nos fazem a melhor companhia.
Adoro reparar nas pessoas, ajudá-las, ouvi-las. O comportamento humano é algo que sempre me intrigou e fascinou. Toda e qualquer palavra aqui é baseada pura e simplesmente em considerações pessoais, experiências de vida, confidencias...
Não prometo postar toda semana nem nada... as vezes serão coisas novas, as vezes textos que eu escrevi há muito tempo... as vezes coisas roubadas dos meus amigos, as vezes serão coisas engraças, "causos", as vezes poemas, as vezes coisas serias, as vezes coisas tristes, as vezes coisas de auto-ajuda... enfim será bem o que me der vontade...
Enfim... espero que alguém tire algo de produtivo daqui, se não tirar, valeu pelo desabafo do momento, pela palavra escrita, pela vivência, pela oportunidade, por me permitir compartilhar um pouco do que penso.
Mais uma coisa que provavelmente não irá pra frente. Como tantos outros blogs que eu já tentei criar...
o/
Assinar:
Postagens (Atom)